|
O médico clínico-geral João Cândido de Oliveira Neto afirmou, em seu depoimento à Justiça nesta segunda-feira, em Goiânia (GO), como testemunha de defesa do ex-médico Marcelo Caron, que a advogada Janet Virgínia Faleiro teria sobrevivido se os procedimentos sugeridos por ele tivessem sido seguidos pelos médicos que a atenderam quando a paciente apresentou um quadro de infecção generalizada.
Janet foi submetida a uma lipoaspiração com Caron no dia 14 de janeiro de 2001 e morreu dez dias depois, de falência múltipla de órgãos causada por infecção generalizada.
Segundo João Cândido, que tinha amizade com a família da vítima e era conhecido como "médico da família", Janet teve o intestino perfurado e se fosse feito uma drenagem para retirada dos focos infecciosos ela poderia ter sobrevivido.
Segundo o site do Tribunal de Justiça de Goiás, também prestou depoimento nesta segunda-feira o médico Carlos Enrique Pineda Knudsen, que atendeu Janet na UTI do Hospital de Santa Helena, disse que quando entrou em contato com Janet ela já estava em estado terminal e apresentava uma necrose, "possivelmente causada por incisão cirúrgica num procedimento de laparotomia (abertura cirúrgica no abdômen )".
Ao sair do depoimento no Tribunal de Justiça, Caron explicou sua linha de defesa "teve sim o fim fatídico, mas isso não quer dizer que a perfuração ocorrida na minha cirurgia provocou foi o motivo do óbito", afirmou.
Ao final da audiência, o juiz deu prazo de dez dias para que a defesa apresente os endereços de outras duas testemunhas ou, finalmente, desista delas, a fim de que a instrução criminal passe para a fase de alegações finais. |